Reviews
English
August 2004 – Essential
Algarve/Barbara Fellgiebel
German/Deutsch
June 2004 – ESA
Portuguese
June 2004 – Barlavento/Malin
Löfgren
August 2004 – Essential
Algarve/Barbara Fellgiebel
July 2005 – Emarp
August 2005 – Postal/Sylvia
Machado
ARTISTIC INTELLECT OF DANIEL HASSELMYR
TEXT BARBARA FELLGIEBEL
Before interviewing an artist, I look at his paintings and try
to get behind them, find out what they want to tell the spectator.
In Daniel Hasselmyr's Case, I saw some prints of his work and
had two thoughts: they look like photos and I don't like them.
Good job I didn't dismiss them, because reality taught me an
amazing lesson: they do not look like photos and they mesmerize
me.
That some people look totally different in print than in real
life is a common fact. But that art could be so extremely different
was an astounding experience.
Daniel is bemused and getting quite used to this type of reaction. "I
have learnt to accept that my art for some unknown reason condenses
in a print, thus resulting in something like a photograph. To
see people detect little details when they study the painting
in reality is like a bonus."
Daniel originates from Sweden having spent some early, important
childhood years in Venezuela. At age 15 he started to paint in
oil, strongly inspired by various members of his family. But
he quickly found his medium and stuck to it - watercolour - because
of its smoothness and different texture, not the
pastel shades that quickly spring to mind including the inevitable
landscapes and floral motives. He experiments with graphics and
new techniques - adds on, wipes out - and shows a startled public
what can be achieved in watercolour - the often underrated form
of art.
Daniel also discovered his love for mundane details, things nobody
notices and everybody is surrounded by. At the age of 30 he reached
the point of no return, i.e. of no further development and stopped
painting. The following 20 years he spent in the world of stage
lighting and cartoon work on computers. Turning 50, he changed
his life entirely, moved to Portugal and rediscovered his long
lost love of painting. "Coming to the Algarve showed me
that I had not lost my drive to paint, merely my inspiration.
Here everything came back with a vengeance, reminding me vividly
of my childhood in South America, the strong sunlight, the graphical
shadows... the details nobody seems to notice. I look for beauty
in the dirt. I think I create things here which have been dormant
since my childhood."
To his surprise, he quickly noticed that his work was better
than ever.
His favourite paper, handmade Swedish Lessebo, was sent to him
and Daniel was swept away into creative work that, once finished,
bewilders him and results in philosophical descriptions.
"For me, painting is an intellectual process. I enter into
a form of trance, feel like one with the painting and emerge
afterwards wondering, did I really do that?" Sometimes I
even get goose pimples when I make a special brushstroke. When
I am almost finished with a painting, and look at it to see what
step I need to take next, it's like looking at a woman that I
am just falling in love with. That feeling of thousands of other
exciting things to explore..."
Daniel gets very attached to his paintings. "They are my
'babies' so how can I sell them?" In order to overcome this
not unusual artist problem he is developing a technique to print
his art in limited editions. Another dilemma: Daniel hates to
put a title on a painting "that inhibits the spectator to
see what he wants to see."
Recently he held his first exhibition in the Algarve at the Galeria
Porca Preta near Monchique and was delighted with the result.
Daniel is self-educated by conviction, admits a certain influence
by people like David Hockney, but does not believe in attending
art schools. "They create conformity. I could not take that
risk."
Shy and introvert like most artists, Daniel thrives in his field
and exudes the happiness of a person who has found his own style
and knows what he does is right for him.
Back to top
Deja-vu in der Sonne
Fünf Jahre war Daniel Hasselmyr jung, als seine Eltern
mit ihm nach Venezuela umsiedelten. Fünf Jahre lang lebte
er in der Sonne des Südens, war mit unvertrauten, überraschenden
Eindrücken konfrontiert. Sie bewirkten viel in ihm. Sie
wirken heute noch. Schon als Junge verarbeitete er sein Staunen
in Bildern.
Doch kaum war er zehn, hieß es: Zurück nach Schweden.
Zurück in ein kühlgraues Leben mit Regen und schwermütiger
Enge. Daniel hielt sich mit seinen Bildern wach, malte, malte
Hunderte von Bildern. Er erlernte die Technik des Malens mit Ölfarben,
wechselte zu Aquarellfarben und blieb diesen treu.
Im Alter von 25 bis 35 hatte er zahlreiche Ausstellungen in
etlichen europäischen Ländern. Er perfektionierte
seine Maltechnik auch mit dem Zen-Pinselstrich dermaßen,
dass er nahezu fotorealistisch das darstellen kann, was ihm
darstellenswert erscheint.
Es schien, als habe er alles erreicht. Aber dann traf wieder
eine Zäsur in seinem Leben ein: Von einem Tag zum anderen
rührte er keinen Pinsel mehr an. Fünfzehn Jahre lang
nicht. Bis sein Leben ihn nach Portugal führte.
„FÜNFZIG WAR ICH gerade geworden, als ich in die
Algarve zog", sagt er in einem Gespräch mit der ESA. „Ich
kehrte zurück in die Sonne! Und endlich konnte ich wieder
einen Pinsel in die Hand nehmen. Hier erlebe ich Bilder und
Szenen, die mich an Südamerika erinnern. Es ist eine Kette
von Dejavu-Erlebnissen... Am meisten fasziniert mich das Entdecken
vom Schönen im Nicht-Schönen. Bei diesem Prozess
wird jedes Bild zu einem inneren Erlebnis, es wird zu einem
Kind von mir. Wenn es gefällt, bin ich stolz wie ein Vater.
Alle Eltern wollen doch, dass ihr Kind gefällt..."
ES GELINGEN DIESEM DANIEL HASSELMYR ganz und gar in sich ruhende
Bildkreationen. Er lebt bei Lagos, und Lagos taucht in vielen
seiner Bildern als Grundmotiv auf. Seine Bilder sind im Weißen
Haus ausgestellt.
Back to top
Reencontro com a criatividade no Algarve
Foi em Portimão que o artista sueco voltou a descobrir
a sua necessidade de pintar, depois de uma década sem
mexer nos pincéis
MALIN LÕFGREN
Já lá vão quatro anos desde que Daniel Hasselmyr
mudou de. país, para criar raízes no Algarve. A
vinda deste artista sueco, que ainda há uma semana expôs
na Galeria Porca Preta, em Alferce, foi uma espécie de
redescoberta da vontade de partilhar a sua visão artística
com o público. Era algo que não fazia deste há muito,
tendo «deixado de sentir o prazer» da sua arte, mesmo
que ela o tenha sustentado economicamente na Suécia durante
muitos anos.
Impressionado pela luz e sombra algarvias, bem como ' pelos «motivos
fascinantes», as imagens do pintor reflectem traços
da paisagem urbanística e rural do dia-a-dia, em aguarelas
realistas quase fotográficas, onde as nuances são
criadas em camadas, com uma técnica inventada pelo próprio
artista. Sempre trabalhando com esboços e muitas vezes
com uma máquina fotográfica, Daniel Hasselmyr diz
não querer transmitir uma fotografia, mesmo que o resultado
final, pelo
menos visto a uma certa distância, assim o pareça.
«Fui mais ou menos forçado a começar novamente
com a pintura, devido a uma encomenda. As primeiras tentativas
estavam um bocado enferrujadas, mas depois não havia fim
e as imagens, neste momento, saem com uma ra pidez fantástica.
Quando se olha para os meus quadros de perto, vê-se nitidamente
que não se trata nada de uma tentativa de recriar uma
foto, mas de uma imagem até bastante abstracta e cheia
de pormenores», explicou Daniel Hasselmyr ao «barlavento».
Tendo recomeçado a fazer exposições, 17
anos depois da sua primeira mostra em Portugal, na Galeria São
Lucas, em Portimão, o sueco, autodidacta e «contra
escolas que tiram o estilo individual e formam as pessoas num
padrão geral», espera agora conseguir estabelecer
mais contactos com a comunidade artística estrangeira
e nacional no Algarve, voltando à satisfação
de pintar.
«As minhas pinturas estão hoje mais maduras, acho
que consigo ver as coisas com outros olhos. Dou mais importância
aos detalhes e volto a retocar, algo que nunca fazia antes. Algumas áreas
têm entre dez e vinte camadas. Também não
utilizo as aguarelas como normalmente se faz, trabalho as cores
como se fossem óleo ou qualquer outra técnica,
afastandome da maneira habitual com cores claras», disse,
sublinhando que quer «evitar ser um pintor turístico» e
ir «ao encontro de um público português».
Tendo reencontrado a vontade de exibir a sua arte, este sueco
aposta agora em procurar novos motivos para retratar, «elevando
a arte situações ou lugares onde as pessoas normalmente
passam». Para descobrir mais sobre este artista, visite
o site www.hasselmyr.com.
Back to top
INTELECTO ARTÍSTICO DE DANIEL HASSELMYR
TEXTO BARBARA
FELLGIEBEL
Antes de entrevistar um artista, gosto sempre de observar os
seus quadros, de tentar entrar neles e descobrir o que querem
transmitir ao observador. No caso de Daniel Hasselmyr, vi umas
fotografias dos seus trabalhos e fiquei com duas ideias: parecem
fotografias e não gosto deles. Felizmente não as
coloquei de parte, porque a realidade me ensinou uma lição
muito importante: não parecem fotografias e fascinam-me.
Que algumas pessoas são completamente diferentes em fotografia
do que ao vivo todos sabemos. Mas que a arte também pudesse
ser tão diferente é que foi, para mim, uma experiência
extraordinária.
Daniel está tão habituado a este tipo de reacções
que até acha graça. "Aprendi a aceitar que
a minha arte, por algumarazão que desconheço, se
condensa na impressão, e que o resultado se parece com
uma fotografia. Ver que as pessoas, ao observar a minha pintura,
descobrem pequenos detalhes é, para mim, um prémio."
Daniel nasceu na Suécia mas viveu na Venezuela durante
a infância. Aos quinze anos, inspirado por vários
membros da família, começou a pintar a óleo.
Mas, rapidamente, descobriu o seu meio - a aguarela - a quem
se tem mantido fiel, pela sua suavidade e textura diferente,
e não »
pelos tons pastel que logo nos surgem na mente, incluindo as
inevitáveis paisagens e motivos florais. Faz experiências
com grafias e com novas técnicas -acrescenta, apaga -
e demonstra ao espantado público o que se pode alcançar
através da aguarela (que, muitas vezes, é considerada
uma arte menor).
Daniel também descobriu o seu amor pelos detalhes do quotidiano,
os pequenos pormenores que nos rodeiam e que ninguém nota.
Aos trinta anos chegou a um ponto de não retorno, ou seja,
um momento em que já não se podia desenvolver mais,
e deixou de pintar. Durante os vinte anos seguintes, trabalhou
em luminotécnica e em desenhos animados computorizados.
Aos cinquenta anos, a sua vida mudou radicalmente, veio viver
para Portugal e redescobriu o seu grande amor pela pintura. "Vir
para o Algarve mostrou-me que apenas tinha perdido a inspiração
e não 0 estímulo para pintar. Aqui, tudo voltou,
como por vingança, fazendo-me recordar a minha infância
na América Latina, o sol forte, as sombras gráficas...
os detalhes que ninguém parece notar. Procuro a beleza
na sujidade. Penso que crio coisas que têm estado adormecidas
desde a minha infância:"
Para sua surpresa, rapidamente notou que o seu trabalho estava
melhor do que nunca. Mandaram-lhe o seu papel preferido, o Lessebo
sueco feito à mão, e Daniel entrou numa espiral
de trabalho criativo que, uma vez terminado, o espantou e considerou
serem descrições filosóficas.
"Para mim, pintar é um processo intelectual. Entro
numa espécie de transe, incorpóro-me na própria
obra e, depois, emirjo pensando 'fui mesmo eu que fiz isto?:
Chego a ficar com pele de galinha quando dou uma pincelada especial.
Quando estou quase a acabar um quadro e o observo, como que para
tentar descobrir qual o passo seguinte, é como olhar para
uma mulher por quem me estou a apaixonar. Aquele sentimento de
milhares de outras coisas excitantes para explorar..."
Daniel afeiçoa-se muito aos seus quadros. "Eles são
os meus 'filhos: Como é que os posso vender?" A forma
que ele encontrou para ultrapassar este problema, tão
comum a tantos artistas, foi a de desenvolver uma técnica
em que imprime os seus quadros em edições limitadas.
Outro dilema: Daniel detesta baptizar os seus quadros pois "inibe
o espectador de ver o que quer ver."
A sua primeira exposição no Algarve decorreu na
Galeria Porca Preta, perto de Monchique, e Daniel ficou muito
contente com o resultado.
Daniel é auto-didacta por convicção. Admite
ter tido alguma influência de David Hockney, mas não
acredita em escolas de arte. "Elas criam conformidade e
eu não podia correr esse risco."
Tímido e introvertido, como a maioria dos artistas, Daniel
trabalha na sua área e exala a felicidade de quem encontrou
um estilo próprio e que sabe que o que faz é bom
para si.
Back to top
EXPOSIÇÃO
"MEMÓRIAS DO ALGARVE"
Pintura de DANIEL HASSELMYR
Local: EMARP - Empresa Municipal de Águas e Resíduos
de Portimão Data: De 4 de Julho até 5 de Agosto
de 2005
Horário: Dias úteis, 8h30 - 17h00
Daniel Hasselmyr nasceu na Suécia, mas quando tinha
cinco anos emigrou com a família para a América
do Sul.
Fortemente marcado por essa experiência de infância,
aos quinze anos, já de volta ao seu país natal,
começou a pintar a óleo. Descobriu a aguarela
e entre os 25/35 anos realizou inúmeras exposições
- até que chegou a uma situação de impasse
e parou de pintar.
Quinze anos depois muda-se para o Algarve, onde a luz lhe recorda
a sua passagem pela Venezuela - e a inspiração
começou a fluir. Sendo um pintor que prefere e domina
a aguarela, as suas obras resultam de uma combinação
de técnica e pinceladas calmas, da mistura e do sentido
das cores, da habilidade de ver beleza na decadência
e no dia a dia, das influências que sofreu ao longo da
vida e da sua persistência e inspiração.
Não acreditando no circuito académico, gosta
de quebrar barreiras e correr riscos o que lhe permite usar
de toda a liberdade enquanto cria, fazendo exactamente o que
quer, criando efeitos e inventando novas técnicas para
conseguir o que deseja transmitir enquanto pinta.
Link to original article with photos
Back to top
DANIEL SENTE A PINTURA COMO UMA MEDITACAO NAO INTELECTUAL
0 mais importante para, mim como artista é evoluir"
Entrevista – Cristina Mendonça
Daniel Hasselmyr nasceu na Suécia, mas quando tinha
cinco anos emigrou com a família para a América
do Sul. Fortemente marcado por essa experiência de
infância, aos 15 anos, já de volta ao seu país
natal, começou a pintar a óleo. Descobriu a
aguarela e entre os 25/35 anos realizou inúmeras exposições,
até que chegou á uma situação
de impasse e parou de pintar.
Quinze anos depois muda-se para o Algarve, onde a luz lhe
recorda a sua passagem pela Venezuela e a inspiração
começou a fluir. Sendo um pintor que prefere e domina
a aguare
la, as suas obras resultam de uma combinação
de técnica e pinceladas calmas, da mistura e do sentido
das cores, da habilidade de ver beleza na decadência
e no dia-a-dia, das influências que sofreu ao longo
da vida e da sua persistência e inspiração.
«Memórias do Algarve» é como se
intitula a sua exposição de pintura patente
até amanhã, sexta-feira, na Empresa Municipal
de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP),
das 8.30 às 17 horas.
POSTAL do ALGARVE - Quando é que decidiu enveredar
pela pintura?
DANIEL HASSELMYR - Quando eu tinha sete anos vi o meu tio
pintar um quadro a óleo e fiquei fascinado. Depois,
despertei para a pintura.
PA - Quem é que mais o incentivou a continuar? DH
- Artistas como Cezanne, Van Gogh, Matisse, Utrillo, Dufy,
Vlaminck, Hockney são os meu ídolos qual é a
sensação que a pintura lhe transmite?
DH » Pintar para mlm é uma meditação
não intelectual. Depois de pintar umas horas, eu sempre
fico com uma nova energia mental PA - Onde é que já expôs
as suas obras?
DH - Expus duas vezes em Portimão, na Galeria San
Lucas e na Galeria Portimão, há 23 anos atrás.
Já realizei 30 exposições na Suécia
e no ano passado expus na Galeria Porca Preta, em Monchique.
Até amanhã, sexta-feira, as minhas obras podem
ser vistas na EMARP, em Portimão.
No Algarve a vida ë mais "Vive
PA - É difícil ser artista em Portugal? .
DO --Não é difícil. Em Portugal eu vejo
muitas coisas que me inspiram. Gosto mui-to da qualidade
da luz e do ambiente, assim como da natureza e da arquitectura
antiga.
PA - Quais as diferenças mais relevantes que encontrou
em relação a outros países onde já viveu?
DH - Eu gosto muito do Algarve: Aqui a vida é mais «viva» .
Acontecem muitas
dinamica existe aqui um ritmo e. uma velocidade de vida mais orgânicos
e humanos.
PA - Acha que o gosto pelas coisas da cultura deveria ser incutido desde cedo
nos jovens?
DH - Naturalmente! Todas as crianças têm uma boa criatividade. Mas
só quando têm oportunidade de utilizar essa criatividade poderão
desenvolvê-la quando forem adultos.
PA - Em que medida é que outros artistas têm influenciado a sua
arte?
DH - Alguns artistas mostram-me com a sua liberdade e qualidade novos caminhos
para a pintura.
PA - Concorda que os artistas tornam-se imortais através das suas obras?
DH - Eu penso que só os artistas que rejuvenescem a arte são os
melhores artistas em cada período da historia e se tornam imortais. E
provavelmente é mais fácil compreender a genialidade desses artistas,
tendo a noção do tempo em que viveram.
PA - Já alguma vez vendeu uma peça que tenha sido muito difícil
desprender-se dela?
DH - Para mim é sempre difícil vender cada uma das minhas pinturas.
São muito importantes para mim. A única consolação é que
eu posso fazer outra interpretação do tema no futuro, porque muita
vezes é o tema que me inspira. É sempre divertido fazer uma pintura
PA - O que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?
DH - Ficar com os meu filhos, ouvir música e beber vinho português.
Também gosto de mulheres.
PA - Como definiria o AIgarve?
DH - Eu só posso falar do Algarve como uma pessoa que vive aqui, um turista
tem outra perspectiva. O AIgarve para mim é o sítio onde tudo é possível. É uma área
especial de oportunidades. Muita criatividade, não
só em todas as áreas culturais mas também entre centenas
de lojas e empresas pequenas. Também é uma zona muito em voga,
com medicina alternativa, meditação, entre outras coisas. Há aqui
no Algarve uma boa energia para pessoas que querem desenvolvê-la.
PA - Qual a sua maior aspiração como artista? - DH - Eu não
digo que quero ficar famoso. Isso não é importante. Eu já vendo
tudo o que pinto, porque preciso ser famoso?
O mais importante para mim como artista é evoluir. Mas para evoluir como
artista preciso também de evoluir como pessoa. Para pintar mais livre,
preciso de estar mais livre. Então para um artista não é tempo
perdido aprender outras coisas, fazer viagens, encontrar culturas diferentes.
Gostaria de fazer outra coisas na diversas áreas da cultura, tais como,
fazer música, cantar ou dançar, na natureza meditar, fazer Tai
Chi, visitar exposições. de outros artistas, entre outras.
Sempre que pinto muitas semanas sem perturbação começo a
explorar novos territórios.
Eu quero agora viver um período de dois ou três anos onde possa
evoluir sem muita perturbação, com a companhia e amor de uma mulher,
se possível, e com os meus dois filhos.
Back to top